segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Um menu diferente

Sara sempre foi uma garota gorda e triste, sua depressão piorou quando seus pais morreram em um acidente de carro. Ela acabou tendo que ficar com sua tia Morgana que não era nada boa... Morgana sempre lembrava a Sara o quanto ela era gorda e que seus pais morreram porque não queriam cuidar dela. Morgana era uma velha amarga e má, a única coisa que ela amava eram seus gatos. A casa de Morgana era uma grande caixa de areia de gatos e fedia a fezes e urina. Adivinha quem limpava a casa? Sim, Sara. A coitada limpava ou pelo menos tentava. É obvio que era a tia que a obrigava a limpar... uma garota de 16 anos quer curtir a vida e não passar amanhã toda limpando mijo de gato. O pior de tudo é o cheiro ácido do mijo e das fezes, o cheiro impregnava nas roupas da garota, ela não tinha tempo de tomar banho ou limpar suas roupas e por causa disso, Sara era motivo de chacota no colégio os garotos batiam nela  e as meninas a chamavam de "Gorda fedida". Um dia, uma das garotas mais bonitas do colégio chamou Sara e disse:
---- Sua mãe te cagou sua gorada de merda!
E todos riram da piada de mal gosto, Sara entrou em panico e pulou em cima da garota, falando:
---- Vou rasgar sua cara sua filha da puta, nojenta!
Sara deu um soco na cara da garota tão forte que fez a garota engolir seu próprio dente. Alguns professores que estavam dando aula ouviram os gritos e foram ver o que era, e lá estava Sara arrancando um pedaço da pele do pescoço da garota com o dente. O professor correu pra separar, mais era tarde a garota estava espirrando sangue pela ferida da mordida. A garota não se movia, o professor colocou os dedos no pescoço pra sentir a pulsação e nada. Agora, a garota estava morta.
 Sara que estava com a boca suja de sangue adorava aquela sensação de poder, todos estavam olhando espantados pra Sara e começaram a gritar "assassina". Sara ria de gargalha e todos ficaram mais assustado.
Da quele  dia em diante, Sara decidiu ser diferente e agora melhorou o seu cardápio. Ela agora como carne daqueles que zombam dela.
Morgana estava deitada no sofá, coçando-se e seus gatos em volta. Sara chegou em casa e estava feliz. Sua felicidade acabou quando ouviu aquela voz irritante:
---- Sara é você? Vai lavar os pratos e preparar um lanche sua porca inescrupulosa! --- disse Morgana.
E lá estava Sara lavando a louça  e morrendo de raiva, a garota sabia que daquele dia em diante as coisas iriam mudar.
Estava tudo feito a louça lavada e o  lanche pronto, Sara colocou o lanche em uma bandeja e levou para Morgana. Chegando no quarto, Morgana estava de camisola e deitada na cama e seus gatos em volta. Disse Morgana:
---- Demorou por que? Ficou na cozinha uma hora, eu to morta de fome sua peste!Você realmente é uma gorda preguiçosa sua monstra enorme. Me dá essa bandeja aqui! --- Morgana falou enfurecida com a garota.
A cama de Morgana estava nojenta toda cagada e mijada de gato, era horrível pensar que um ser humano vivia assim.
----- Quer saber porque eu demorei, Morgana?--- disse Sara ---- Porque eu estava limpando a sua sujeira sua velha imunda!
Num pulo da cama, Morgana voou no pescoço da Sara. Sara que ainda estava com a bandeja na mão à levantou com seus braços gordos e deu na cabeça de sua tia, a porrada foi tão forte que a bandeja chegou a amassar e por fim, Morgana desmaiou.
 Quando Morgana acordou estava sentindo uma enorme dor na perna direita, ela olhou pra baixo e viu que sua perna estava rasgada. Um ferimento aberto que ia do joelho até a cintura, ela podia ver sua carne exposta. Morgana levou um susto quando viu mas não pode fazer nada ela estava amarrada na cabeceira da cama. Os gatos estavam em volta dela comendo a carne exposta de sua perna. Morgana gritava pra eles pararem mas não adiantava muito.
----- Acalmem-se minhas crianças ---- disse uma voz bem familiar para Morgana, era Sara que estava com um garfo e uma faca. ----assim não sobrará pra mim --- Ela falou lambendo os beiços.
Sara sentou do lado de sua tia e começou a garfa e a cortar a carne exposta e comia junto com os gatos. Morgana gritava de dor e pedia desculpa. Até que Sara falou:
---- Quer saber titia?! Não vou usar garfo e faca, não quero impressionar a ninguém! ---- Ela falou com um sorrisinho de canto de boca.
Sara começou a arrancar a carne com os próprios dentes, e imitava os gatos e pra ela era apenas uma brincadeira infantil.

terça-feira, 19 de julho de 2011

corvos

     Uma amiga relatou-me no passado que sabia o dia exato de sua morte. Na época, ri de sua cara e falei que não poderia acreditar que ela morreria neste dia. Então, a mesma decidiu-me contar como ficou sabendo desta data. Eu, como um bom amigo, decidi ouvir.
     Eleonor morreu aos 25 anos. Uma semana antes de sua morte, recebi sua ligação e esta se encontrava desesperada e chorava de soluçar dizendo-me que morreria. Ela me explicou que foi ao cemitério visitar a cova de sua mãe e disse-me que deixou flores em seu túmulo e decidiu caminhar por lá enquanto isso. O cemitério era um local muito belo (pelo menos a parte limpa), pois tinha covas antigas que não eram visitadas e largadas para que o tempo as consumisse. Ela caminhou pro fundo do cemitério onde lá havia covas muito mais antigas... era uma parte suja do cemitério. Ela encontrou uma cova com a lápide que estava rachada e acorrentada, sendo esta a cova mais destruída do cemitério. Em cima desta cova, havia um corvo que estava assustadoramente parado. “É, creio que quem está enterrado neste lugar é um reles mendigo, nunca tinha visto uma cova tão suja e largada" - Disse Eleonor em seu ar de chacota . O corvo virou e disse: "cuidado com o que fala, pois você não sabe quem está enterrado aqui". Eleonor deu um pulo pra trás e ficou com cara de boba. "Por sua zombaria e falta de respeito com os mortos lhe darei um presente"- falou o corvo “lhe darei a dádiva de saber o dia de sua morte, e será daqui a uma semana. Você não saberá aonde e nem quando". No momento em que o corvo acabou de pronunciar estas palavras, ele voou.
     Eleonor ficou estupefata, começou a chorar e saiu o mais depressa possível daquele lugar. Durante uma semana Eleonor não foi trabalhar, não saiu de casa e se deprimiu. Ficou olhando para o velho relógio e tentando se convencer que tudo era um sonho. No sábado, Eleonor me ligou desalentada, dizendo que morreria no dia seguinte. Eu não acreditei pois ela me disse que quem preveu sua morte fora um corvo. Eu apenas ri e disse pra ela  ter calma e que talvez tudo não passasse de um sonho. Ela se enfureceu comigo e desligou o telefone abruptamente.
     O grande dia chegou e Eleonor ficou deitada o dia inteiro com um medo constante. Tinha medo de barulhos, medo daquilo que ela via e sentia, deste modo, ela adormeceu em seu próprio medo. Ao acordar, já era noite. Ela olhou para seu relógio de pulso e percebeu que este marcava meia noite e que talvez tudo aquilo tinha sido apenas coisa de sua cabeça. Finalmente, ela deu um sorriso de alívio. Mais não foi o bastante. Quando Eleonor olhou pela janela, lá estava o corvo, sorrindo. Ela correu para pegar sua arma e matar aquele maldito animal, achando que esta seria sua única esperança. Sendo assim, carregou sua arma e correu para a janela aberta dando cinco tiros no corvo. Pelo azar dela e a sorte dele, ela não o acertou. Carregou sua arma novamente e correu para fora para tentar achá-lo. Corria velozmente e estava decidida a matá-lo. Descia o segundo andar correndo e pulou a escada, até que caiu e desceu escada abaixo rolando, sentindo, assim, seus ossos quebrando e seu pescoço torcendo pelo impacto. Lá estava Eleonor... destruída e morta.
     O corvo olhou para ela do lado de fora, balançou sua cabeça e disse: " Mais comida para o final de semana. “Como os humanos são fáceis de se enganar, ainda bem que não tenho mais minha existência humana”.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

brumas

Sempre tive medo de entrar na bruma, eu nunca sei o que pode aparecer do outro lado. Eu simplesmente posso entrar e não retornar, posso aparecer em outro lugar em outro mundo, a bruma pra mim é uma porta que se você desejar te levará aonde quiser. O único problema é será que vai ter como voltar? E seria natural? afinal, você estaria indo onde um humano já mais foi, mais aposto que você ou eu acordaríamos pra verdadeira face do mundo, seja ela, bonita ou feia. E se ela for bela ficaríamos lá e nunca voltaríamos, aí eu perceberia o quão belo esse mundo seria e agradeceria aos deuses e aos antigos de H.P. lovecraft. Se a face do mundo se voltasse contra você e eu iriamos aprender uma valiosa lição, nunca mexa com aquilo que você não pode controlar. Aí sim! eu amaldiçoaria a bruma que me trouxe o medo e o desespero. E eu ainda continuo com medo de brumas.
     CARA, muita falta do que escrever... mais ainda escreverei algo que preste hauhauh XD.

quem sabe contos!!

Tentarei criar contos por esse blogg, mais terei que ter uma inspiração pra isso. Não esperem muito estou apenas começando... Meu grande problema é nunca terminar minhas histórias e meus livros. Por isso tentarei criar contos, eles são rápidos e impactantes.