terça-feira, 19 de julho de 2011

corvos

     Uma amiga relatou-me no passado que sabia o dia exato de sua morte. Na época, ri de sua cara e falei que não poderia acreditar que ela morreria neste dia. Então, a mesma decidiu-me contar como ficou sabendo desta data. Eu, como um bom amigo, decidi ouvir.
     Eleonor morreu aos 25 anos. Uma semana antes de sua morte, recebi sua ligação e esta se encontrava desesperada e chorava de soluçar dizendo-me que morreria. Ela me explicou que foi ao cemitério visitar a cova de sua mãe e disse-me que deixou flores em seu túmulo e decidiu caminhar por lá enquanto isso. O cemitério era um local muito belo (pelo menos a parte limpa), pois tinha covas antigas que não eram visitadas e largadas para que o tempo as consumisse. Ela caminhou pro fundo do cemitério onde lá havia covas muito mais antigas... era uma parte suja do cemitério. Ela encontrou uma cova com a lápide que estava rachada e acorrentada, sendo esta a cova mais destruída do cemitério. Em cima desta cova, havia um corvo que estava assustadoramente parado. “É, creio que quem está enterrado neste lugar é um reles mendigo, nunca tinha visto uma cova tão suja e largada" - Disse Eleonor em seu ar de chacota . O corvo virou e disse: "cuidado com o que fala, pois você não sabe quem está enterrado aqui". Eleonor deu um pulo pra trás e ficou com cara de boba. "Por sua zombaria e falta de respeito com os mortos lhe darei um presente"- falou o corvo “lhe darei a dádiva de saber o dia de sua morte, e será daqui a uma semana. Você não saberá aonde e nem quando". No momento em que o corvo acabou de pronunciar estas palavras, ele voou.
     Eleonor ficou estupefata, começou a chorar e saiu o mais depressa possível daquele lugar. Durante uma semana Eleonor não foi trabalhar, não saiu de casa e se deprimiu. Ficou olhando para o velho relógio e tentando se convencer que tudo era um sonho. No sábado, Eleonor me ligou desalentada, dizendo que morreria no dia seguinte. Eu não acreditei pois ela me disse que quem preveu sua morte fora um corvo. Eu apenas ri e disse pra ela  ter calma e que talvez tudo não passasse de um sonho. Ela se enfureceu comigo e desligou o telefone abruptamente.
     O grande dia chegou e Eleonor ficou deitada o dia inteiro com um medo constante. Tinha medo de barulhos, medo daquilo que ela via e sentia, deste modo, ela adormeceu em seu próprio medo. Ao acordar, já era noite. Ela olhou para seu relógio de pulso e percebeu que este marcava meia noite e que talvez tudo aquilo tinha sido apenas coisa de sua cabeça. Finalmente, ela deu um sorriso de alívio. Mais não foi o bastante. Quando Eleonor olhou pela janela, lá estava o corvo, sorrindo. Ela correu para pegar sua arma e matar aquele maldito animal, achando que esta seria sua única esperança. Sendo assim, carregou sua arma e correu para a janela aberta dando cinco tiros no corvo. Pelo azar dela e a sorte dele, ela não o acertou. Carregou sua arma novamente e correu para fora para tentar achá-lo. Corria velozmente e estava decidida a matá-lo. Descia o segundo andar correndo e pulou a escada, até que caiu e desceu escada abaixo rolando, sentindo, assim, seus ossos quebrando e seu pescoço torcendo pelo impacto. Lá estava Eleonor... destruída e morta.
     O corvo olhou para ela do lado de fora, balançou sua cabeça e disse: " Mais comida para o final de semana. “Como os humanos são fáceis de se enganar, ainda bem que não tenho mais minha existência humana”.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

brumas

Sempre tive medo de entrar na bruma, eu nunca sei o que pode aparecer do outro lado. Eu simplesmente posso entrar e não retornar, posso aparecer em outro lugar em outro mundo, a bruma pra mim é uma porta que se você desejar te levará aonde quiser. O único problema é será que vai ter como voltar? E seria natural? afinal, você estaria indo onde um humano já mais foi, mais aposto que você ou eu acordaríamos pra verdadeira face do mundo, seja ela, bonita ou feia. E se ela for bela ficaríamos lá e nunca voltaríamos, aí eu perceberia o quão belo esse mundo seria e agradeceria aos deuses e aos antigos de H.P. lovecraft. Se a face do mundo se voltasse contra você e eu iriamos aprender uma valiosa lição, nunca mexa com aquilo que você não pode controlar. Aí sim! eu amaldiçoaria a bruma que me trouxe o medo e o desespero. E eu ainda continuo com medo de brumas.
     CARA, muita falta do que escrever... mais ainda escreverei algo que preste hauhauh XD.

quem sabe contos!!

Tentarei criar contos por esse blogg, mais terei que ter uma inspiração pra isso. Não esperem muito estou apenas começando... Meu grande problema é nunca terminar minhas histórias e meus livros. Por isso tentarei criar contos, eles são rápidos e impactantes.